UNIVERSO DO FOREX


Linha de Tendência

 

Embora muitos investidores possam desprezar a importância das linhas de tendência, elas são umas das ferramentas mais importantes da análise técnica. Na metodologia que estamos desenvolvendo, como disse anteriormente, são básicas.


As pessoas marcam as linhas de tendência de muitos modos diferentes, mas de um modo geral, a chave para plotar as linhas de forma correta é traça-las conectando dois fundos com um topo intermediário entre eles ou dois topos com um fundo intermediário entre eles.


A linha de tendência pode ser de baixa ou de alta: uma linha de tendência de alta é representada graficamente por uma linha reta conectando as correções (os fundos) numa tendência de alta. A linha de tendência de baixa é o inverso; conecta as correções (os topos) numa tendência de baixa. São usadas para identificar a direção das tendências.

 

Quando dois topos ou dois fundos estão horizontalmente nivelados, também é possível conecta-los com linhas horizontais, mas, ao invés de linha de tendência, a linha é denominada respectivamente de linha de resistência ou linha de suporte. O diagrama abaixo facilitará a compreensão do texto.

 

Reforçando, para que se possa traçar uma linha de tendência de alta, será necessário a existência de, pelo menos, dois fundos (F e F1) intercalando um topo (T1) e que o segundo fundo (F1) esteja num nível mais alto do que o primeiro (F). A linha de tendência de baixa é o inverso. Você precisa ter dois topos (T e T1) intercalando um fundo (F1) e o segundo topo (T1) tem que estar num nível inferior ao primeiro (T).

 

A confirmação da validade dessas linhas ocorre quando o terceiro toque se confirmar (F2 E T2 respectivamente), isto é, respeitar essa linha e reverter seu movimento na direção oposta. A projeção dessas linhas para frente nos ajudará a antecipar futuros pontos de compra e venda. Além do diagrama acima, encontrará nos gráficos analisados na revista e nas análises diárias uma série de exemplos reais de linhas de tendência em andamento.

 

Só com treinamento alcançará o grau de “olho de águia”. Brincadeira à parte, treine bastante a colocação das linhas de tendência. Como já disse, será um elemento essencial na definição das estratégias. Ângulo de Inclinação É o aspecto mais importante da linha de tendência ¾ se estiver inclinada para cima, mostra que os compradores são a força dominante nesse momento e procurará operar do lado mais forte; se estiver inclinada para baixo, mostra que os vendedores são a força dominante e operará com eles.

 

Assim, se estivermos acompanhando, por exemplo, uma linha de tendência de alta, toda vez que os preços retrocederem para essa linha, poderemos tentar uma compra, evidentemente com um estope de entrada (estope de entrada ou inicial é o nível definido simultaneamente com o ponto de compra para, se a compra que tiver feito não evoluir favoravelmente, limitar sua perda) um pouco abaixo da linha. Para uma linha de tendência de baixa o raciocínio é o inverso. Veja nos desenhos abaixo alguns exemplos representativos da inclinação das linhas de tendências de alta e de baixa.

Linha de retorno


É uma linha traçada paralelamente à linha de tendência original, que liga os extremos opostos. Isto é, se tivermos uma linha de tendência de alta (traçada pela conexão dos fundos), a paralela estará conectando os topos e os preços ficarão contidos dentro dessas paralelas, criando um corredor denominado canal de alta.

 

Se estivermos diante de uma tendência de baixa (traçada pela conexão dos topos), a linha de retorno paralela estará conectando os fundos, formando um corredor conhecido por canal de baixa. Exemplos reais nos gráficos da revista.

 

Nem sempre, porém, será possível traçar um canal. Alguns movimentos na direção oposta da linha de tendência têm amplitudes irregulares, dificultando a definição de uma linha de retorno paralela.

 

Porém, sempre que possível, não se esqueça de marcá-la, pois será grande de auxílio nas projeções dos próximos níveis de suporte e resistência do movimento, possibilitando operações de compra e venda nos seus limites, na medida em que o canal for se desenvolvendo. De vez em quando, também encontrará um canal menor contido dentro do canal principal. Na revista Timing e nas análises diárias, encontrará outros exemplos reais.

 

Observe, no gráfico ao abaixo, como o corte da linha de tendência de alta do canal de alta interno, resultou numa queda até o suporte proporcionado pelo canal de alta principal.

Um aspecto interessante dos canais é que além de servirem para projetar futuros níveis de suportes e resistências nos seus limites superior e inferior, também se prestam a novas projeções após estes níveis terem sido penetrados. A técnica da projeção é muito simples, dobrando-se a amplitude do canal para o lado em que ocorre sua perfuração. O diagrama abaixo ajudará no esclarecimento do texto:

 

 

Aproveite que os níveis de suporte e resistência não foram traçados no canal de baixa e veja se consegue identifica-los. Como perceberá, aqui também os níveis de suporte e resistência alternam seus papéis após terem sido penetrados. Importância da linha de tendência Avalia-se a importância de uma linha de tendência através da análise de cinco fatores: sua periodicidade, seu comprimento, o número de vezes em que foi tocada pelos preços, sua inclinação e seu volume.

 

Quanto mais alta a periodicidade, mais significativa: uma linha de tendência num gráfico semanal revela uma tendência mais importante do que uma linha de tendência num gráfico diário. Uma mensal, mais do que uma semanal; uma diária mais do que uma horária, e assim por diante.

 

 


Se estivesse analisando apenas o gráfico diário, poderia pensar que a linhade tendência de baixa (LTB1) fosse a resistência principal rumo ao teste do topo de 4,17. Entretanto, subindo da periodicidade diária para a semanal, perceberá que a linha de tendência principal, aquela que tem que ser realmente rompida, rumo novas
máximas é a LTB.

 

· Quanto mais longa for (em tempo, mas na mesma periodicidade), mais válida: uma linha de tendência de curta duração reflete o comportamento da massa durante um curto período de tempo. Uma, de prazo mais longo, reflete o comportamento da massa durante um longo período de tempo.

 

Observe na linha de tendência de alta, traçada no gráfico de Embraer on, quantas oportunidades de compra, com estopes iniciais curtíssimos, foram proporcionadas nas vezes em que o preço retornou próximo à linha, a partir do terceiro toque assinalado pela segunda seta.

 

· Quanto maior o número de contatos (toques) entre os preços e a linha de tendência, mais válida: maior o número de vezes que o preço tocar na linha e, daí, reverter, mais confiável ela se torna, mostrando com isso que a força dominante tem o mercado sobre controle. O exemplo de Embraer também serve para esta consideração.

 

· O ângulo de inclinação reflete a intensidade emocional do grupo dominante no mercado: uma linha muito inclinada mostra que o grupo dominante está se movendo rapidamente. Uma linha pouco inclinada mostra que o grupo dominante está se movendo lentamente.

 

 

No gráfico ao acima (Bovespa diário), a linha azul mais estreita mostra um período em que o grupo dominante está se movendo lentamente, provavelmente num processo de acumulação conforme sugere o OBV (On Balance Volume: técnica de estudo do volume que será vista no Módulo II). Posteriormente, o gráfico mostra um período em que a linha de tendência aumenta substancialmente sua inclinação, provavelmente no momento em que o público em geral entra na compra.

 

· Volume: se o volume aumenta quando os preços se movimentam na direção da linha de tendência, ele confirma essa linha. Se o volume diminui quando os preços, corrigindo, voltam a essa linha, também confirma essa linha. Se o volume se expande quando os preços voltam a essa linha, é um sinal de advertência de uma possível penetração.

 

Se o volume se retrai quando os preços se afastam da linha de tendência, é uma advertência de que a linha está em perigo. Observação: tal fato não deve ser levado ao pé da letra, pois já vi situações em que o movimento do preço não confirmou as indicações do volume, mas serve como uma referência que funciona na maioria das vezes.

Na figura 1 do diagrama acima, você pode perceber o comportamento ideal do volume durante o desenvolvimento de uma tendência de alta. Na figura 2, as linhas pontilhadas indicam qual deveria ter sido a evolução correta do volume de acordo com a tendência de alta em andamento.

 

Entretanto, em vez de subir durante a perna de alta, o volume foi secando e voltou a subir durante a formação da perna de queda, advertindo sobre a possibilidade de algo errado com a tendência. Observe neste gráfico semanal de Vale pna, o comportamento do volume durante a tendência de alta.

 

 

Note, quando os preços se afastam da linha de tendência como o volume cresce e quando se aproxima decresce, tal como seria de esperar numa tendência de alta.

 

Observação: embora ainda não tenhamos visto o assunto volume, assinalei com uma seta vermelha uma divergência baixista (assunto que veremos no Módulo II). Ainda que o padrão do volume esteja de acordo com o esperado numa tendência de alta, cada novo topo é atingido com menos volume, indicando menor disposição de compra aos preços cada vez mais altos.

 

Reforço Para efeito de avaliação das condições do mercado são usados apenas Preços de Fechamentos. A Teoria de Dow não presta atenção a qualquer máxima ou mínima que possa ter sido registrada durante o dia e antes do mercado fechar, considerando apenas os preços de fechamento.

 

Com freqüência, ao tentar definir uma tendência, o posicionamento das barras deixava o cenário confuso. Não conseguia identificar claramente a seqüência dos topos e fundos e ficava inseguro ao classifica-las .

Assim foi durante muito tempo. Um dia, refletindo sobre os princípios da Teoria de Dow, acabei percebendo que se o fechamento é que importa para avaliar as condições do mercado (no que se inclui as tendências), porque não tentar visualiza-las unindo somente os pontos de fechamento.

 

Nunca mais tive qualquer dúvida para classificar uma tendência, além do que, consegui padroniza-las. Assim, quando determino a evolução das tendências não preciso contemporizar. Tenho uma regra rígida que mostrarei na próxima Texto:

 

Com freqüência, ao tentar definir uma tendência, o posicionamento das barras deixava o cenário confuso. Não conseguia identificar claramente a seqüência dos topos e fundos e ficava inseguro ao classifica-las.


Assim foi durante muito tempo. Um dia, refletindo sobre os princípios da Teoria de Dow, acabei percebendo que se o fechamento é que importa para avaliar as condições do mercado (no que se inclui as tendências), porque não tentar visualiza-las unindo somente os pontos de fechamento. Nunca mais tive qualquer dúvida para classificar uma tendência, além do que, consegui padroniza-las. Assim, quando determino a evolução das tendências não preciso contemporizar. Tenho uma regra rígida que mostrarei na próxima página:

 

 

A metade esquerda do quadro acima mostra, de cima para baixo, os gráficos mensal, semanal e diário do Bovespa. Na metade à direita, os mesmos gráficos, mas conectando apenas os preços de fechamento. Vamos pegar para exemplo, a região à esquerda da linha verde vertical assinalada pela seta vermelha.

 

Se estivesse observando o gráfico de barras naquele momento, provavelmente diria que a tendência primária do mercado era de alta, pois aparentemente o gráfico evoluía mantendo uma sucessão de topos e fundos ascendentes. Entretanto, observando o gráfico que une apenas os fechamentos, percebe-se que a tendência já estava indefinida, visto que o fundo imediatamente anterior já havia sido penetrado.

 

Este foi um exemplo que escolhi às pressas, pois daqui a pouco estarei enviando o curso para ser disponibilizado no site. Mas, se tiver que verificar as tendências de muitos gráficos continuamente, perceberá as vantagens de classificá-las desta forma.

 

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